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Jorge Ramo López | Diretor de Experiência Digital | everis Brasil

10 características do nosso ambiente de trabalho digital em 2020

Hoje em dia ninguém argumenta que a tecnologia mudou radicalmente a forma como nos relacionamos, vivemos e, é claro, trabalhamos. Essa mudança está cada vez mais acelerada e nos leva a perguntar qual tecnologia terá maior impacto na nossa forma de trabalhar nos próximos anos, será uma tecnologia desconhecida ou uma já existente (Inteligência Artificial, Realidade Virtual e Aumentada, redes 5G etc.). Talvez, mais importante ainda, devemos questionar se estamos preparados para adotá-la em nosso dia a dia.

O que podemos prever é que teremos três grandes eixos que vão definir o trabalho do futuro:

• Em um mundo onde as tarefas repetitivas serão cada vez mais automatizadas, o trabalho das pessoas se concentrará em fortalecer justamente o que nos torna humanos: criatividade, adaptação, empatia, liderança e negociação.

• Um mercado em constante transformação exige respostas rápidas, portanto a flexibilização do trabalho será um elemento ainda mais decisivo para a produtividade e agilidade na tomada de decisões.

• O talento interno e o comprometimento de nossos colaboradores será fundamental neste cenário.

Dadas as circunstâncias, parece ser o momento adequado para considerar uma estratégia comum para as ferramentas digitais que oferecemos aos nossos colaboradores, conhecida como Digital Workplace (DWP), e muito provavelmente a primeira na lista dessas ferramentas é a intranet, considerada a base do DWP, embora também devemos levar em conta as outras aplicações, e as seguintes características principais:

1. Acesso rápido a conteúdos e ferramentas: a principal motivação dos usuários é acessar rapidamente o que eles precisam no seu dia a dia, seja um documento, uma aplicação ou um contato. Além disso, um mecanismo de busca rápida com bons critérios para promover resultados por usuário pode ser fundamental, e em muitos casos, substituir a navegação.

2. Colaboração integrada: muitos usuários já estão colaborando com ferramentas que organizam o trabalho em equipe: chats em grupo, compartilhamento de arquivos e reuniões on-line. O desafio com estas ferramentas é que a sua utilização sem controle pode levar os nossos usuários à frustração por causa do excesso de informação. A solução é criar uma camada acima dessas ferramentas para facilitar a governança corporativa, acelerar o acesso e promover a divulgação de informações relevantes fora destes grupos, incorporando-as ao restante das informações corporativas.

3. Facilidade de uso e adoção: nossos colaboradores devem ser capazes de utilizar ferramentas corporativas com a mesma habilidade com que utilizam suas aplicações pessoais. Para ser referência em um mercado de consumo de massa, a usabilidade é fundamental. Oportunidade de facilitar o uso de novas aplicações por meio de comentários, likes ou hashtags.

4. Características sociais: com o surgimento das redes sociais, as opções de compartilhar, comentar ou dar “likes” começaram a ser disponibilizadas em intranets e aplicações corporativas. Agora é o momento de dar mais um passo e oferecer valor a partir dessas características, o que deve nos permitir detectar e promover talentos em nossa organização.

5. Omnicanalidade para os perfis móveis de nossa empresa: uma parte importante dos colaboradores não tem computador corporativo à sua frente, existe uma elevada mobilidade e devemos oferecer cada vez mais facilidades para se trabalhar fora da rede corporativa ou do dispositivo móvel ou pessoal.

6. Flexibilidade para adaptação: para obter o máximo benefício, devemos fazer uma adaptação do DWP à nossa cultura corporativa; não se trata de personalizar por meio de grandes desenvolvimentos customizados, mas de modelar e combinar as peças para que elas se encaixem da maneira mais eficaz possível.

7. Distribuição de conteúdo: quando se trata de exibir conteúdo, nosso DWP deve funcionar como uma revista customizada. A Inteligência Artificial, assim como os sistemas que avaliam o conteúdo de acordo com a nossa atividade, também pode ser muito útil na divulgação de informações para os usuários.

8. Estatísticas e monitoramento de adoção: os indicadores da nossa intranet devem nos dizer quais tópicos despertam mais interesse entre nossos colaboradores, quais comunidades são mais ativas, quantos usuários acessam a partir de seus dispositivos móveis ou quem é o especialista em um determinado assunto ou tecnologia. Esses dados devem nos ajudar não só a melhorar a adoção, mas também a definir nosso modelo de governança.

9. Integração com ferramentas: a coesão entre as diferentes ferramentas que compõem nosso DWP deve nos permitir navegar de uma aplicação para outra com facilidade, tanto para algo simples como, não precisar reescrever nossas referências, ou verificar os últimos dados do nosso CRM ou sistema de gerenciamento de chamados (ticketing) integrado à nossa intranet.

10. Evolução contínua: uma vez que teremos que nos adaptar a um mercado em constante mudança, devemos perguntar o mesmo do nosso ambiente de trabalho digital. Uma boa solução é que o nosso DWP seja baseado em ambientes cloud, que são atualizados e evoluem regularmente.

Como dizem os especialistas em evolução: “As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças.”

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Exponential intelligence for exponential companies

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