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Franciely Charleaux e Andrés Amoedo | UX Team | everis Brasil
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Caius Marius Amid the Ruins — Carthage John Vanderlyn — Releitura por George Chaves

Estamos vivendo em um “novo normal” e nestes mais de 60 dias confinados em casa, percebemos diversas mudanças de comportamento, relações interpessoais, familiares e principalmente na forma que trabalhamos. No começo desta vivência de quarentena, muitas mudanças e incertezas geraram dúvidas que ainda persistem, sobre como seria e será o ato de trabalhar, realizar as atividades do dia a dia, compartilhar conhecimento e principalmente fazer parte de um time estando sozinho fisicamente. Dentro do nosso cotidiano de trabalho, percebemos que a arte está muito presente como forma de manifestação de nossas ideias e conceitos com as variedades de linguagens que utilizamos. Com esta reflexão, nós do time de UX da everis trouxemos para debater dentro da nossa UX Weekly, encontros semanais com o time, o processo criativo e nosso trabalho como designers, inclusive em tempos “remotos”. As discussões foram muito boas e geraram diversos temas que debatemos, como criatividade e subjetividade, processo de design e por último, e sempre polêmico, “Somos artistas?”

Criatividade e subjetividade

O que é criatividade? Tudo começa por aqui. No debate alguns falaram que a criatividade pode ser um estralo de eureka e para outro a criatividade é um processo de início, meio e fim. Nas conversamos percebemos que a criatividade é a capacidade de olhar por diversas perspectivas de uma problemática/oportunidade e encontrar possibilidades de formas e soluções que atendam o contexto dado. É aqui onde entra a subjetividade, a individualidade de cada ser composto por seu repertório de vivências, com diversas linguagens e sentidos. A Subjetividade é o conceito mais presente no processo criativo, pois o indivíduo olha os diversos pontos de vista para entender como todo o emaranhado complexo de informação se relaciona para depois trazer o seu repertório como base de conhecimento para propor soluções.

O como cada um faz isto, é individual. Algumas pessoas durante o dia vão decodificando as informações dentro do inconsciente e em determinado momento vem todas as conexões de informações e por fim, dar-se a eureka. No fundo, a pessoa já estava no seu processo interno e inconsciente para chegar na solução. Quem nunca teve a vivência de estar no banho ou deitado a noite na cama e vem todo o fluxo “criativo” com diversas ideias? Nossas vidas se resumem a isto. Já outras pessoas tratam o fluxo criativo dentro de um método consciente com etapas e ferramentas que criam o caminho para chegar nas ideias.

Mas o debate se deu se algum destes dois caminhos desmerecem a ideia? A torna mais ou menos louvável? Achamos que não! Pouco importa o processo e a maneira como chegamos lá, o importante é o impacto positivo que geramos com as ideias que implementamos no mundo. Não quero desmerecer o processo! Ele é super importante, mas não podemos desmerecer uma ideia só porquê ela não teve um método consciente.

Processo de design

Este ponto está totalmente conectado com o de cima. No nosso dia a dia valorizamos muito, e com toda razão, o processo de design quanto ele permeia todo o andar do desenvolvimento do projeto, desde a pesquisa até implementação. Mas quando nos deparamos com desafios que tem limitações de escopo, tempo, dinheiro e de alguma forma precisamos criar soluções e estas variáveis nos limitam a implementação do processo de design “end-to-end”, a solução tem mais ou menos valor? Os limites projetuais dados fazem parte do projeto e são variáveis que precisamos levar em consideração no nosso processo de design. Métodos são ferramentas que nos ajudam a guiar a narrativa do projeto para chegarmos nas soluções, e são extremamente importantes, mas a realidade do dia a dia faz com que a gente tenha que se adaptar. Nós deparamos com projetos que gostaríamos de fazer pesquisas mais aprofundadas, testes de usabilidade com mais amostragem ou até mesmo ter mais tempo dos stakeholders envolvidos para apoiar na definição da solução, mas não dá. Precisamos entender que os limites dados, também são variáveis do projeto e precisamos nos adaptar ao máximo. Fazer menos etapas ou não utilizar aquela ferramenta não torna o projeto com mais ou menos valor. O importante é sempre fazer o máximo que conseguimos dentro das limitações postas para entregar a melhor solução e o resultado trará a resposta do que foi projetado junto com o aprendizado do que foi feito.

Somos artistas?

Este ponto sempre gera bons debates e tem conexão com os dois pontos anteriores discutidos. Artistas são agentes que produzem arte com o intuito de propor provocações e demonstrar como percebem o mundo para as pessoas. Se o ato de produzir é dar sentido a material seguido de uma intenção, o que nos diferenciam de um artista? Será que precisamos ser apenas designers ou artistas?

Nós, designers, estamos produzindo coisas materiais e imateriais, desde produtos físicos a sistemas, seguido de sentidos que derivam de nossas subjetividades, junto com a de outras pessoas, o tempo todo. Por quê também não somos artistas ao mesmo tempo que somos designers no nosso processo de criação?

Nos debates entendemos que o designer também produz arte. Nosso processo de design nos faz artistas também. Estamos percebendo o mundo, junto com outras pessoas, com o intuito de organizar todo esse conhecimento e conceber coisas que faça sentido para as pessoas. Que elas possam interagir e as ajude a perceber o mundo de uma forma diferente também. Não gostamos de estar dentro de rótulos que limitam o que podemos ser e fazer, por isto, acreditamos que somos artistas também! A arte é nosso meio de expressão, podendo estar em um dispositivo digital ou em uma galeria.

Arte, criatividade e processo são pontos manifestados por nossa subjetividade e dizem muito quem somos. Se você pudesse ser um artista que admira, qual seria? Com esta pergunta fizemos a provocação para o time e eles entraram na brincadeira de fazer uma releitura de uma obra do artista que eles escolheram.

Com esta atividade criativa, terminamos nossa Weekly que gerou um bom debate e muitas reflexões individuais. Espero que tenha gostado e caso queira debater com a gente, manda mensagem 😃

Agora confere as releituras e se prepara para boas risadas :)

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Egon Schiele- Murilo Simao
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A Persistência da Memória — Salvador Dali — Releitura por Rodrigo Higa
Auto Retrato Van Gogh — Van Gogh — Releitura por Andrés Amoedo
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Menina com Brinco de Pérola — Johannes Vermeer — Releitura por Paula Bastos
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Madonna Kleinberger — Bramantino — Releitura por Tiago Pimentel
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O Grito — Edvard Munch — Releitura por Fernando Silveira Moreira
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Medusa — Caravaggio — Releitura por Felipe Chagas

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Exponential intelligence for exponential companies

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