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Mauro Strione | Agile Coach | everis Chile

Como explicar o que é a agilidade para minha mãe?

Há alguns meses, o diretor de transformação de um cliente me desafiou a contar, por meio de um artigo, uma teoria sobre como explicar à minha mãe o que é agilidade. Depois de pensar muito sobre o assunto, aqui estão as minhas reflexões. Não tenho certeza se consegui definir agilidade como tal, mas acredito que apresentei uma metáfora que representa o que nós, “agilistas”, buscamos em nossas “transformações ágeis”.

Primeiro, eu diria para imaginar, por um momento, as organizações como filhos.

O nosso trabalho, o de agentes de mudança ágeis, se assemelha, de certa forma, a educação que as mães têm com seus filhos: a ideia é prepará-los para um futuro incerto, mutável e muito competitivo, um futuro para o qual esperamos que eles sejam bem-sucedidos.

O resultado desse sucesso vai depender de cada filho, com sonhos, desejos, ambições, limitações e habilidades diferentes.

Na maioria das vezes, você vai precisar de uma certa quantia para realizar esses sonhos e sobreviver, então deve-se levar a educação em conta.

Essa educação tem de ser orientada para a independência. Não é fazendo as coisas e afastando os problemas do seu filho que tudo será resolvido, mas assim você vai ensiná-lo a fazer por conta própria: cometendo e aprendendo com os erros.

Às vezes vai caber a você ser rigoroso, mostrar os erros e fazê-los refletir, outras vezes você vai dar conselhos e indicar caminhos alternativos. Em outros momentos, será necessário ouvi-los, mas terá que deixá-los encontrar a solução por conta própria.

Será preciso, muitas vezes, dar-lhes ferramentas temporárias até que tenham dominado certas habilidades (como andadores, rodinhas de bicicleta ou frameworks).

Você deve ter em mente que não há receitas mágicas que se aplicam universalmente, que cada criança é diferente.

Você entendeu então para onde estamos indo? Parece fácil, certo?

Imagine agora que este filho não é uma criança pequena, mas é um homem de 50 anos, que já foi educado e dedicou toda a sua vida profissional ao seu negócio como, por exemplo, um jornal impresso que já foi muito bem-sucedido, mas nos últimos anos perdeu muitos negócios e sua empresa quase não é sustentável.

Para sobreviver é hora de reeducá-lo a adequar-se a um futuro incerto, mutável, digital, mais competitivo do que nunca, onde novas estratégias, habilidades, conhecimentos e tecnologias são necessárias para conseguir conquistar um novo público nativo digital.

Algo assim é o que nós, ágeis, tentamos fazer com as organizações que ajudamos. Entendeu, mãe?

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