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Adrian Gómez Solís | Agile Coach | everis México

Da moda, o que serve para você? Será que a Agilidade serve para mim?

Durante a minha carreira como consultor de tecnologia para empresas mexicanas, consegui construir uma trajetória na indústria, conheci diferentes metodologias, padrões e estruturas, todos eles com o mesmo objetivo, fazer com que as empresas, líderes em suas áreas, e que apostam nesses modelos, forneçam aos seus clientes produtos e/ou serviços personalizados. Cenários onde houve a oportunidade de evoluir junto com as operações realizadas na área, através de modelos de qualidade como ISO 9000, padronização operacional como ITIL e melhorias no desenvolvimento de software com CMMI. Seja para ampliar o nível de especialização no assunto, ou adotar uma nova forma de trabalhar, esses modelos têm sido incorporados, gradualmente, nas organizações durante as últimas décadas.

Quais foram os resultados desses esforços? Ouso dizer que, em uma escala ainda reduzida, fomos capazes de perceber resultados positivos de adoção. Por outro lado, existem empresas que durante o processo desistiram da aquisição destas metodologias devido a um aumento dos custos, impossibilitando a sua concretização. Da mesma forma, a retenção de talentos e a busca pela renovação da certificação (padrão), que não reflete resultados; no curto prazo, têm sido elementos determinantes para as corporações renunciarem à soluções alternativas.

Agora, como parte dessa variedade de metodologias emergentes, encontramos a Agilidade em nosso caminho de atuação. Devido à sua popularidade no mundo, as operações ágeis estão “em voga”, todos nós falamos sobre elas. É verdade que não é difícil de entender porque é uma “repetição” de teorias, práticas, experiências vividas e, ouso dizer, o senso comum, levado a um contexto de experimentação em um período de tempo limitado e constante para aprender com ele e responder imediatamente (ágil).

Quando entramos no assunto, encontramos uma infinidade de maneiras pelas quais poderíamos trabalhar seguindo um modelo de Agilidade. É aqui que devemos parar para refletir sobre o que realmente “serve”; não devemos nos deixar levar pela ideia de que adotar uma prática ou técnica ágil resolverá tudo. As startups nos ensinaram e demonstraram que podemos alcançar resultados maravilhosos fazendo as coisas de uma maneira diferente, porém, esses casos também devem ser replicados com cautela, pois o ambiente, escala, condições e outros fatores podem fazer uma grande diferença. A realidade é que em uma empresa que tem processos muito hierárquicos, estabelecidos há muito tempo e com equipes acostumadas à monotonia, a possibilidade de adoção torna-se mínima. Outro erro grave pelo qual as empresas consideram apostar em práticas ágeis, reside no fato de sua concorrência se declarar “Ágil”, posicionando-se vários passos à frente daqueles que ainda não o fazem.

Minha experiência como Coach de Agilidade me ensinou a não subestimar a própria Agilidade, pois em sua simplicidade deve-se levar em conta:

· Entender que oferecer benefícios aos nossos clientes pouco a pouco é a maneira de ter um produto ou serviço mais bem-sucedido e não nos perdermos na idealização de ter um “tudo perfeito”;

· Disfarçar a complexidade de ser capaz de conceber soluções em um curto espaço de tempo. Estas soluções devem ser como peças de “Lego”, ou seja, podem ser facilmente integradas;

· O desafio de aprender a projetar um negócio com resultados passo a passo;

· A estratégia corporativa e a paciência que esta requer;

· A complexidade de mudar uma cultura de trabalho;

· Medir o desempenho das pessoas pelo valor entregue ao cliente;

· A parte técnica, aqueles que desenvolvem o produto e/ou serviço, deve estar em sintonia com o negócio. Agregá-la desde o início também ajuda a conceber, inovar, contribuir e exigir criatividade;

· Quebrar paradigmas para soluções viáveis. Tudo isso requer ordem, planejamento e participação, traduzidos em um compromisso de entrega pontual.

Como acontece na moda, se não estivermos dispostos a comprar uma nova peça de vestuário, aceitamos que podemos apostar em um estilo nunca antes utilizado. Se não estamos dispostos a investir pesadamente em uma mudança cultural (organizacional), devemos aceitar pensar de forma diferente para resolver problemas, ter a capacidade de aprender a trabalhar de forma diferente. Se não estivermos dispostos a colaborar diante desta moda de “Agilidade”, a tendência terminará no esquecimento.

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