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Katherine Villacorta | Experience Design | everis Peru

Design estratégico | A estratégia também faz parte do design

Com o desenvolvimento tecnológico, a transformação digital e as novas abordagens centradas no consumidor, surgem diversas arestas que os negócios devem aparar para atender às necessidades do cliente. Alinhar todos os requisitos, no entanto, não é uma tarefa fácil, e muito menos tratar no mesmo nível os objetivos do negócio com os objetivos do consumidor para a entrega final de um serviço ou produto. Tudo isso implica uma boa base e um bom desenvolvimento da estratégia.

A estratégia é definida como um plano que especifica uma série de passos a serem seguidos ou conceitos importantes que têm como finalidade atingir um determinado objetivo. Michael Porter, especialista mundialmente conhecido em assuntos relacionados à estratégia, diz que que se trata basicamente da escolha do que se deve e do que não se deve fazer.

Elaborando uma boa estratégia é possível extrair informações e dados que oferecerão mais valor agregado ou mais vantagem competitiva. Há muito tempo, a estratégia tem sido muito relacionada ao mundo dos negócios, das decisões de gestão e tem definido os passos futuros das empresas. A estratégia, entretanto, é exclusiva do mundo empresarial?

A resposta é não. A estratégia é um processo cognitivo que não pertence a nenhum campo específico e nos ajuda a encaminhar os resultados da melhor maneira possível. O que difere no momento de aplicá-la é o uso de diferentes ferramentas de acordo com a atividade ou área.

Tradicionalmente, no mundo dos negócios, o plano estratégico está mais relacionado a revisão e análise de dados em gráficos, estatísticas e relatórios anuais, que podem ajudar a mostrar e garantir a melhor opção a escolher. Os dados quantitativos, contudo, são muito precisos na realidade e podem gerar estimativas futuras, mas há outros fatores a serem considerados, como a incerteza.

Atualmente, há outros profissionais que se dedicam a observar o cenário completo, que além de considerar os dados quantitativos consideram também muito importantes os dados qualitativos e os fatores conjunturais para a tomada de decisões estratégicas em benefício do cumprimento dos objetivos do negócio em relação às necessidades do consumidor.

Esses profissionais são chamados de design strategists. Seu trabalho consiste em tomar decisões com base no design estratégico levando em consideração o usuário, o contexto e os interesses do negócio. Eles entendem que a incerteza está presente em todo momento, muitas vezes sem ter um indicador quantificável. No entanto, colocando o usuário no meio do processo, juntamente com suas demandas e necessidades, é possível chegar a melhores resultados.

Sendo assim, se compararmos essa “estratégia” com aquela tradicionalmente entendida, podemos dizer que a meta continua sendo a mesma, mas as ferramentas e o foco mudaram. Por isso, esse novo profissional da estratégia deve contar com as duas habilidades: tanto as intuitivas quanto as analíticas.

Existe hoje uma demanda crescente por esse perfil de profissional e, embora não haja uma carreira exata que defina essa posição (é um profissional que vai se formando no caminho), o design strategist abre seu leque de opções e ferramentas aceitando diversas variáveis, muito além das tradicionais.

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