Image for post
Image for post
Juan José Domingo Miranda | Diretor de Digital Architecture | everis Perú

Escalonando o blockchain ao nível corporativo

Atualmente uma das tecnologias mais interessantes e emergentes é a blockchain, se você ainda não ouviu falar sobre isso, vou apresentar os principais conceitos por trás do blockchain:

- Imutabilidade: Blockchain é um registro distribuído no qual cada cópia é organizada em uma cadeia de blocos. Cada bloco tem uma identificação fornecida por uma função hash; portanto, se qualquer parte em algum bloco for modificada, então seu hash correspondente também será modificado. Neste esquema, a imutabilidade é alcançada criando um elo criptográfico entre cada bloco e o bloco anterior. Como cada bloco se refere ao hash do bloco anterior, a mudança de conteúdo em algum bloco implica na mudança do hash do bloco seguinte; no final, blocos inteiros subsequentes terão hashes diferentes. Assim, a adulteração do conteúdo de blockchain pode ser facilmente identificada.

- Integridade: No blockchain, a integridade é alcançada através de:

Endereço de conta seguro e único: Cada endereço de conta é gerado a partir da seleção de um número (chave privada), então uma chave pública é gerada pelo esquema ECDSA (em português, Algoritmo de Assinatura Digital de Curvas Elípticas), uma vez que a chave pública é obtida, um hash é computado, isto representa o endereço da conta.

Autorização da transação pelo emissor por meio de assinatura digital, o emissor inclui como parte da transação o conteúdo assinado do hash da transação com sua chave privada.

A verificação do conteúdo da transação não é modificada. Outros participantes da rede podem facilmente verificar a autenticidade da transação usando a chave pública correspondente para descriptografar a assinatura, que está incluída na transação, e recompilar o hash da transação, finalmente, se estes coincidirem, então a transação é validada.

- Rastreabilidade: Utilizando o blockchain, somos capazes de rastrear cada registro do que é armazenado no blockchain. Esta é uma característica importante que é amplamente aplicada para rastrear as diferentes etapas pelas quais os produtos foram submetidos.

- Robustez: Este é um tópico mais complexo e técnico, portanto só comentarei que, no caso das redes Ethereum, o blockchain resolve o problema do gasto duplo, garantindo que um bloco seja adicionado após um rigoroso protocolo de consenso (para lidar com Soft Fork) e uma combinação de transações “nonce” e “timestamp” (para tratar do problema quando duas transações apontam para o mesmo ativo digital).

Do ponto de vista corporativo, há muitas outras características que são necessárias.

Para escalonar o blockchain a um nível corporativo, também são necessárias permissões e módulos de privacidade.

Enterprise Ethereum Alliance e Hyperledger Besu:

A EEA é a Enterprise Ethereum Alliance que abrange grandes empresas como JP Morgan Chase Bank, N.A., Intel, BBVA entre outras. O objetivo desta organização é fomentar o uso da tecnologia blockchain do Ethereum como um padrão aberto para capacitar todas as empresas, atendendo as suas exigências.

Hyperledger Besu, escalonando o blockchain do Ethereum para um nível corporativo

O Hyperledger Besu integra-se:

- Um novo cliente Ethereum escrito em Java a partir da estaca zero.

- Melhoria do algoritmo de consenso do IBFT. O protocolo otimizado é o IBFT 2.0. O IBFT foi originalmente proposto pelo Qorum.

Em uma rede IBFT 2.0 existem nós especiais chamados validadores que são responsáveis por adicionar novos blocos à rede, este processo é realizado após uma rodada entre todos os validadores da rede. Somente os validadores têm a capacidade de adicionar ou remover os validadores na rede.

Outros nós que não são validadores, são conhecidos como nós regulares. Estes nós podem submeter novas transações, mas não são capazes de gravar na cadeia; este privilégio só é realizado por validadores.

Uma vantagem do IBFT 2.0 é a finalidade imediata, o que significa que não há bifurcações na rede (dois bloco válidos mas diferentes com a mesma altura não podem ser adicionados à cadeia), portanto não há possibilidade de existir mais de um bloco válido com a mesma altura em algum momento, porque um bloco candidato só é proposto por um dos validadores (proponente) e depois importado para cada cadeia somente se cada nó tiver recebido 2n/3 mensagens de outros validadores indicando que o bloco é válido. Se assim for, esse bloco é adicionado para cada nó participante. O proponente é alterado constantemente após cada rodada de consenso; isto garante a isenção do processo de consenso. Claramente esta característica aborda a robustez neste tipo de rede, de modo que agora os Soft Forks não existem mais.

Tecnicamente não há maneira de modificar os blocos e mudar os validadores, além do consenso entre todos os validadores, onde mais de 50% deles devem votar para adicionar ou remover um novo validador.

Outra característica do IBFT 2.0 é que, para continuar processando blocos, a rede deve ter pelo menos 2/3 de nós de validadores ativos na rede, caso contrário, a rede deixa de validar blocos.

A figura a seguir mostra um fluxograma de como acontece a escolha do próximo bloco no IBFT 2.0.

- Implementação das especificações da EEA (Enterprise Ethereum Alliance). Devido a esta implementação, agora é possível utilizar uma rede Ethereum e criar grupos privados onde somente os participantes deste grupo podem criar transações entre eles. Esta característica ganha relevância devido à variedade de possibilidades que essas transações privadas podem representar. Com esta característica os participantes podem rastrear transações privadas e ninguém, exceto os participantes do grupo privado, tem acesso a transações de leitura ou escrita.

Saiba mais sobre blockchain a um nível corporativo em: https://kaytrust.id/

everis Digital Lab:

O everis Digital Lab (parte da everis, uma empresa da NTT DATA), tem o objetivo de investigar e fornecer soluções de negócios baseadas em tecnologias promissoras. Atualmente estamos ativamente focados em tecnologias blockchain, de modo que estamos investigando e contribuindo com esta comunidade.

Nossa missão e as características potenciais que o Hyperledger Besu oferece, contribuem ativamente com esta implementação, visando alcançar uma solução Ethereum Java mais sofisticada que possa melhor atender às necessidades de nossos clientes.

De acordo com isso, propusemos o seguinte:

1. A capacidade dos usuários de bifurcar uma rede que funcione com o algoritmo de consenso IBFT 2.0. A bifurcação é parte do ecossistema blockchain. Mesmo em ambientes privados, a possibilidade dos participantes de bifurcarem a rede é necessária. Em um cenário de consórcio é possível que um ou vários nós (pode ser um regular ou validador) queira ser independente em algum ponto da cadeia. Esta melhoria foi proposta pelo everis Digital Lab.

2. Código de teste relacionado à interação entre os contratos inteligentes privados e públicos. A privacidade é uma característica lançada recentemente pelo Hyperledger Besu. Como parte de nossa pesquisa, no laboratório digital, estamos constantemente testando essas novas funcionalidades para garantir que tudo funcione como previsto.

Written by

Exponential intelligence for exponential companies

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store