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Felipe Alves | Especialista Tag Developer | everis Brasil

Estratégias para tagueamento de Aplicativos

Este material tem como intuito demonstrar uma forma eficaz de implementar a coleta de dados, tanto de Google Analytics quanto de outras ferramentas de métricas em aplicativos mobile. Como cada aplicativo tem suas particularidades, visamos neste material passar uma visão genérica, que pode ser adaptada para cada cenário.

Neste artigo, usaremos o Firebase Analytics para disparar eventos personalizados, que deverão servir de triggers (acionadores) ao Google Tag Manager (GTM), que por sua vez deverá realizar o disparo a todas as ferramentas de métricas utilizadas no App (Google Analytics, Appsflyer, Adjust e entre outros App Trackers).

Objetivamente, tagueamento deriva da palavra tag, que significa “etiqueta” — normalmente utilizada para identificar algo, por exemplo, as tags de mala de viagem que contém os dados do dono para identificação. Quando o assunto é de tagueamento de aplicativos, significa colocar “marcações” em pontos específicos das telas para identificar alguns comportamentos do usuário dentro do seu app. Exemplos disso: ver quais telas são mais acessadas, quantas vezes algum botão específico foi clicado, entre outros.

Com isto, tanto times de marketing, quanto de desenvolvimento ou UX podem entender quais melhorias podem ser efetuadas no aplicativo para otimizar a experiência do usuário. Existem muitas ferramentas no mercado e Google Analytics é uma das ferramentas de digital analytics mais utilizadas no mercado a nível global, e no exemplo desse artigo nos basearemos nele.

A primeira fase de nossa implementação, deve ser a instalação do SDK. O Firebase é uma solução robusta do Google que visa auxiliar desenvolvedores em diferentes aspectos do que diz respeito ao desenvolvimento de aplicativos, como banco de dados, armazenamento de arquivos, entre outros. Para esse exemplo de implementação abordado neste texto, o importante é o módulo de Analytics da ferramenta.

Os passos da instalação do SDK estão disponíveis na documentação do Google:
Android: https://firebase.google.com/docs/android/setup
iOS: https://firebase.google.com/docs/ios/setup

Assim como em aplicações web, precisamos do Google Tag Manager — a instalação deve ser feita seguindo as documentações do Google:

Feita a instalação, é necessário realizar algumas configurações no GTM — será explicada posteriormente, ao final deste texto.

Para cada evento ou screenview a ser tagueado no aplicativo, é necessário disparar um evento no Firebase Analytics (o evento do Firebase ocorre separadamente do evento do GA, atenção para não misturar os eventos entre as ferramentas, pois são distintos).

A implementação de cada evento, consiste em inserir um trecho de código (chamada do Firebase) no código que é chamado na abertura da screenview, de um modal, ou no clique de um botão.

A documentação da ferramenta mostra como fazer a implementação do evento no código do aplicativo:
https://firebase.google.com/docs/analytics/events?platform=android

O Firebase Analytics comporta um total de 500 eventos distintos, porém, uma estratégia de implementação é usar apenas 2 eventos, um chamado screenview, utilizado na abertura de cada tela do app, outro chamado event, usado em eventos (ações, como por exemplo, um clique num botão, a movimentação de um carrossel (swipe), entre outros).

Cada um destes eventos, precisaria de alguns parâmetros a serem acrescentados em seu disparo, como por exemplo:

  • Eventos screenview, precisam de um parâmetro chamado screenName, que contém o nome da tela em que o usuário acabou de abrir.
  • Eventos event, precisam de alguns parâmetros como:
  • eventCategory;
  • eventAction;
  • eventLabel;
  • interaction, que deve conter se o evento é ou não no-interaction (especificação da ferramenta do GA);
  • screenName;
  • {{ customDimensionName }}; é uma variável — este nome deve ser substituído pela dimensão customizada que será disparada;
  • sendTo, esse parâmetro deve conter o nome, ou identificações de quais ferramentas receberão este disparo.

Obs.: Vale lembrar que cada ferramenta de métricas tem suas especificações e parâmetros, o Firebase servirá de insumo para disparar esses parâmetros das ferramentas.

Veja um exemplo de um disparo no Android de um evento para o Google Analytics e para o Appsflyer (lembrando que esta ferramenta precisará estar instalada e configurada conforme sua documentação):

analytics.logEvent(‘event’, {
eventCategory: ‘purchase’,
eventAction: ‘click’,
eventLabel: ‘sendToCart’,
screenName: ‘shop/myproduct’,
sendTo: ‘googleanalytics-appsflyer’,
customDimension: ‘value’
});

Como citamos anteriormente, os disparos do Firebase, devem servir de insumos para o GTM enviar os disparos de cada ferramenta.

Além da configuração habitual do GA no GTM, “setando” [sic] propriedade e afins, devemos criar um trigger baseado em cada evento do Firebase (event e screenview) para cada ferramenta que precisa enviar o disparo, conforme o exemplo abaixo:

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Este exemplo serve para enviar um evento personalizado ao Google Analytics.

Se comparar o disparo para o Firebase Analytics, citado anteriormente, com esse trigger acima, é possível observar que ele atende as condições setadas:

analytics.logEvent(‘event’, {
eventCategory: ‘purchase’,
eventAction: ‘click’,
eventLabel: ‘sendToCart’,
screenName: ‘shop/myproduct’,
sendTo: ‘googleanalytics-appsflyer’,
customDimension: ‘value’
});

É necessário configurar variáveis do GTM utilizando cada um dos parâmetros do disparo do Firebase, conforme exemplo abaixo:

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Na imagem acima, a configuração “Chave de parâmetro do evento” com o texto eventCategory, exatamente igual ao parâmetro do disparo. Desta forma, o parâmetro do disparo do Firebase poderá ser enviado para uma tag do GTM.

Após todas as variáveis configuradas, o próximo passo é a criação das tags.

Seguido da configuração dos triggers, vem a configuração das tags do GTM, com uma tag para screenviews e eventos para cada ferramenta usando o seu trigger já configurado (lógica similar).

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Relembrando que, além destas configurações, no caso do Google Analytics precisamos que as configurações já habituais no GTM estejam feitas.

Na imagem é possível observar as variáveis, anteriormente configuradas, sendo utilizadas (também sendo enviadas para o G.A).

Neste material, foi abordado uma entre várias visões para realizar o tagueamento de aplicativos nativos. Uma vez que a estrutura está funcionando, pouco será necessário editar o GTM, sendo necessário apenas se houver novas informações, como dimensões customizadas do GA, disparo para novas ferramentas, etc. É importante que o desenvolvedor implemente o disparo para o Firebase Analytics, e faça o processo de homologação do disparo — um assunto para outro material, em breve!

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