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Rogerio Moraes e Leandro Bruzzese Françoso | IT Services Partner e Delivery Manager | everis Brasil

Evolução do Outsourcing na TI

O mercado de outsourcing ou de terceirização como também é conhecido, não existe de hoje. Já entre os anos de 1960 e 1970 muitas empresas terceirizavam seus serviços de tecnologia com objetivo de ganho de escala e eficiência. Naquela época a Electronic Data Systems (EDS) identificou esta necessidade do mercado e foi a criadora do conceito de outsourcing, ainda que os serviços de tecnologia daquela época fossem bem diferentes dos de hoje em dia.

Com a evolução dos anos, muitas empresas passaram a experimentar o conceito de outsourcing elaborando contratos de longo prazo com baselines bem definidos para a prestação de serviços de tecnologia. Essa era uma característica da época devido à escassez e alta valorização dos profissionais de TI, além do fato de o cenário de negócios ser muito menos dinâmico do que o que encontramos hoje.

A busca incansável por baixo custo em serviços de outsourcing deixou uma marca negativa nos anos 2000 quando muitas empresas começaram a fechar postos de trabalho com altos salários para substituí-los por provedores de serviço, os famosos PJs como ficaram conhecidos, que por característica da carga tributária do nosso mercado se tornavam muito mais baratos para as empresas.

Depois de muito crescimento desse mercado, aquisições e fusões, chegamos aos tempos atuais em que os paradigmas são totalmente diferentes. Evoluímos!

Termos como computação em nuvem, inteligência artificial, big data, automação e industrialização nunca foram tão presentes nas organizações. Com isso, também vieram os desafios em formar e reter talentos em um mercado tão competitivo, onde negócio e tecnologia andam de mãos dadas.

Desde 2017, o mercado brasileiro de tecnologia investiu cerca de US$ 124,6 bilhões. Em 2019, foram 9,8% de crescimento nos investimentos em tecnologia (fonte: ABES). Antes da pandemia, existia uma expectativa de crescimento na área de tecnologia em 2020 de 20%. Mesmo com o cenário incerto, alguns especialistas esperaram um crescimento de 10% (fonte: CIO da IDG).

Os resultados são positivos porque muitas empresas de diferentes segmentos precisaram acelerar a transformação digital para se adaptar à nova realidade do mercado. Com tudo isso, o cenário de serviços de tecnologia também precisa evoluir e estar pronto para esse mercado.

Muito se especula como será o cenário do mercado brasileiro e mundial após a pandemia, porém ainda tudo é muito incerto e precisamos de dados concretos para a informar e tomar decisões.

A empresa que quer atender esse mercado atual, moderno e muito mais dinâmico, precisa estar atenta a tudo que está acontecendo nele, estar atenta à dinâmica acelerada das necessidades de seus clientes e à todas as revoluções tecnológicas que vemos diariamente para poder criar a próxima solução consistente a ser oferecida. Para atender as necessidades do mercado atual é fundamental que as empresas prestadoras de serviço de tecnologia tenham habilidade e velocidade para criar e adaptar seu portfólio de serviços, seus ativos e ferramentas tecnológicas de forma eficiente e eficaz, e isso só se faz tendo um time preparado e formado para essa dinâmica.

Com a transformação digital, a busca por modernizar grandes aplicações legadas tem se intensificado nos últimos anos, aumentando ainda mais a busca por serviços especializados e por conhecimento profundo dos negócios dos clientes. Quando falamos de transformação digital ou modernização de legados, não podemos deixar de falar da importância da flexibilidade e agilidade que a cloud tem oferecido através da sua extrema estabilidade e escalabilidade para que os clientes acelerem sua transformação digital e modernizem sua infraestrutura sem se preocuparem em resolver questões básicas de infraestrutura.

O mercado de outsourcing não pode mais pensar como antigamente. Os clientes buscam flexibilidade em seus contratos e querem diminuir constantemente o lock-in tanto nas tecnologias quanto em seus parceiros. Tais contratos precisam evoluir junto com nossos clientes e todo o mercado que eles atendem, cobrindo as áreas de tecnologia, negócios e operações. A simplificação da relação com os parceiros é fundamental para que eles tenham flexibilidade e escalabilidade de seus contratos de outsourcing. O ágil veio para transformar essa relação onde a entrega de valor é o mais importante, e naturalmente as empresas que conseguirem se adaptar as diferentes realidades de seus clientes, sairão na frente.

Outra grande vantagem que o ágil traz ao atual modelo de outsourcing é o profundo engajamento dos profissionais envolvidos, tanto do lado do cliente como do lado da prestadora de serviços. Ambos se envolvem com a necessidade, se sentem “donos” do produto e literalmente entregam suas paixões para tornar aquela demanda realidade. O ágil tem muito mais a ver com cultura do que com tecnologia, e é por isso que investimos tanto na formação destes profissionais.

Conclusão

Hoje em dia muitas empresas já identificaram que investir em tecnologia não é mais uma opção, e que falar de redução de custos de TI não é mais o único objetivo. A maioria delas já entendeu que investir em tecnologia tem mais a ver com gerar valor do que com reduzir custos. Tais organizações precisam de parceiros que consigam entender o problema existente e os objetivos a serem alcançados, e que atuem realmente como parceiros ou mesmo como “sócios” nestas novas empreitadas.

Só faz sentido investir em tecnologia se ela vai trazer benefício para a organização, e não por moda ou porque o concorrente fez. A tecnologia existe para gerar novos negócios, inovar e abrir novos mercados, conquistar e fidelizar clientes. A evolução e automatização de processos através de ferramentas de LowCode e até mesmo a tomada de decisões mais corretas e assertivas através de práticas de Big Data e Analytics é essencial para a longevidade dos negócios.

Quanto o mercado de tecnologia está preparado para esse desafio? Para isso, tanto a formação de novos profissionais nas atuais e novas tecnologias, como também a retenção de talentos são a estratégia chave para acompanhar a realidade do mercado atual.

A everis e NTTData, estão preparadas.

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