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Tatiane Silva Paula | Linguista | everis Brasil

Linguista: um novo perfil profissional nos squads de tecnologia

As inovações tecnológicas têm proporcionado mudanças no mercado de trabalho. Novas demandas surgiram e, aliadas a elas, novas carreiras. As necessidades dos clientes são cada vez mais específicas e, para atendê-las, foi indispensável uma adaptação das funções e da rotina de trabalho dos profissionais da área de tecnologia.

Quando os primeiros assistentes virtuais despontaram, muito se falava sobre o perigo que eles ofereciam aos profissionais de atendimento, especialmente aos operadores de call center. Hoje, já é possível entender que esse presságio tem suas motivações, mas seus efeitos não são assim tão negativos. Sim, os assistentes virtuais chegam às grandes empresas com o intuito de reduzir a quantidade de demanda dos atendentes humanos, que tendem a investir mais na qualidade das suas interações. Porém, em contrapartida a esse cenário, surge a busca por novos perfis até então não desenhados.

Para que, de um lado, um assistente virtual esteja preparado para oferecer sua melhor performance ao usuário, do outro, é preciso contar com uma equipe capacitada, que realiza atividades distintas que se complementam. Compostas por desenvolvedores e técnicos, os squads que lideram o projeto de um assistente virtual contam com dois perfis relativamente novos no mercado. São eles o UX e o linguista.

O UX é o profissional responsável pelo design e usabilidade da solução. Já o linguista chega a esse time com um papel direcionado ao fluxo e ao conteúdo da inteligência artificial. Juntos, esses dois perfis trabalham para um objetivo em comum: criar a melhor experiência possível, trazendo mais naturalidade e humanização para os robôs.

A everis conta com uma equipe multidisciplinar de linguistas em diversos países da América Latina. Responsável não apenas pela criação da solução em conjunto com os demais perfis envolvidos no squad, mas também pela manutenção e atualização do conteúdo nas plataformas cognitivas. O profissional de linguagem pode ser denominado como a “voz e o tom” do assistente virtual, independentemente do canal e da plataforma utilizada.

Como algumas de suas principais tarefas, atua na elaboração dos textos de acordo com a personalidade desenhada para o assistente, na construção de fluxos e jornadas, na criação de diálogos, na identificação de erros ou falhas do projeto, na elaboração de propostas de melhoria e no treinamento do motor cognitivo.

Para agregar valor e criar um diferencial, este novo perfil profissional deve estar à frente das expectativas do cliente. É preciso ter sensibilidade e experiência suficientes para prever tanto as dificuldades que podem ser encontradas no uso da ferramenta, como também as dúvidas em relação ao produto ou serviço apresentados. Metaforicamente falando, o linguista pode ser definido como o cérebro e o coração dos assistentes virtuais, o equilíbrio entre a razão e a emoção, trazendo a resposta mais assertiva para qualquer interação.

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