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Alexandre Lucas Losada | Diretor de Insurance e Plataforma Low Code | everis Brasil

O mercado de low-code está bastante aquecido, porém tende a competir com outras tendências de tecnologia. Mas não deveria. De acordo com a Forrester Research, o gasto total na categoria deve chegar a US $ 21,2 bilhões até 2022, representando crescimento anual de cerca de 40%.

O low-code se concentra em tornar mais fácil e rápido desenvolver aplicativos, como uma interface de drag-and-drop e integrações. Em comparação, o desenvolvimento de código tradicional pode exigir milhares ou até milhões de linhas de código.

Com low-code, segundo a Forrester Research, as organizações podem entregar aplicativos inovadores até 10 vezes mais rápido que utilizando desenvolvimento tradicional, de forma a suportar sua estratégia de negócio à velocidade que o mercado exige. O time to Market deixa de ser uma limitação tecnológica.

Aplicativos internos: ajudam a melhorar os processos essenciais de uma empresa, como RH, vendas / marketing e relatórios financeiros.

Aplicativos voltados para o cliente: as soluções podem ser bastante sofisticadas, como experiências de usuário ricas, segurança e recursos mobile.

Substituição de aplicativos legados: Existem aplicações “monolíticas” de código antigo em muitas organizações. Com low-code, uma organização pode atualizar esses sistemas para abordagens modernas em um curto espaço de tempo.

Mas certamente existem desafios e problemas com o desenvolvimento de low-code. Curiosamente, pode haver resistência de dentro de sua empresa, pois essa tecnologia pode parecer uma ameaça. A ironia é que isso poderia levar a uma shadow IT1. Em outras palavras, isso significa que as pessoas usarão ferramentas de low-code, mesmo que não haja aprovação de TI! Infelizmente, pode haver riscos de compliance e segurança.

Por outro lado, ao adotar uma plataforma de low-code, a organização garante que o “citizen developer2” utilize uma plataforma segura, com todos os requisitos de segurança homologados, governança e gestão do ambiente onde se está desenvolvendo. Assim, elimina-se o “servidor debaixo da mesa”.

Além disso, há o problema de encontrar a ferramenta certa de low-code. Considere que existem mais de 100 fornecedores.

Confiança do fornecedor: pode ser difícil, se não impossível, trocar de fornecedor por causa dos modelos de dados proprietários. Por isso é importante focar naquelas empresas que possuem histórico de atuação e comprometimento com o mercado.

Compreensão dos conjuntos de recursos: plataformas de low-code geralmente cobrem áreas específicas, digamos, pequenas empresas ou ambientes corporativos. Diante disso, você precisa identificar claramente seus objetivos.

Facilidade de uso: não se trata apenas da UI. Você também deseja um fornecedor que tenha recursos úteis — como vídeos e treinamento — bem como um forte suporte ao cliente.

Colaboração: procure uma plataforma de low-code que permita o compartilhamento granular de permissões. Considere que esses tipos de aplicativos geralmente envolvem equipes.

Integrações: a plataforma de low-code se conecta aos aplicativos que você usa em sua organização?

Abrangência: invista em uma plataforma cujo fornecedor tenha uma abrangência no mercado e que não corra risco de descontinuidade da solução.

Profissionais no mercado: quanto maior a adoção pelo mercado, mais fácil encontrar profissionais com conhecimento.

Com tantas opções de soluções de low-code, é muito comum organizações adotarem duas ou três plataformas distintas, extraindo o que cada uma tem de melhor, dentro do seu escopo de atuação.

O low-code provavelmente se tornará um padrão em muitas organizações. Cada funcionário em uma empresa geralmente recebe o mesmo conjunto de ferramentas de produtividade: e-mail, ferramenta de colaboração, processador de texto, planilha e uma ferramenta de apresentação. Ferramentas de low-code eventualmente ficarão ao lado desses aplicativos para, pelo menos, parte dos funcionários de uma organização, pois serão consideradas uma ferramenta de produtividade central.

No mínimo, o low-code será essencial para ser competitivo nos próximos anos. Frequentemente ouvimos falar de alguma empresa que está sendo interrompida ou fechando completamente porque não foi capaz de se adaptar com rapidez suficiente. O mercado está cada vez mais dinâmico e mudanças de estratégia são cada vez mais constantes. A estratégia de negócio não pode ficar ancorada em uma TI que demore anos para desenvolver uma nova solução digital. O low-code fornece uma maneira real e comprovada para as organizações desenvolverem novas soluções digitais com muito mais rapidez e ultrapassar seus concorrentes.

Shadow IT: refere-se aos usuários ou departamentos que implementaram software ou outras soluções técnicas fora da aprovação ou conhecimento da TI

Citizen Developer: é um profissional que desenvolve soluções digitais para seu departamento ou empresa e que não faz parte do departamento de TI, mas que normalmente é guiado por especialistas em tecnologias em termos de qual software usar, treinamento e suporte.

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Exponential intelligence for exponential companies

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