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Elton Fabricio Melo | Gerente de Digital Architecture | everis Brasil

O que virá depois de Microsserviços, Kubernetes e Serverless?

Estamos em 2020 e containers docker já são coisa do passado ou, no mínimo, eles se tornaram tão populares que já não são mais tecnologia de ponta. E podemos dizer o mesmo sobre Arquitetura de Microsserviços, Kubernetes, Funções Serverless, Service Mesh e muitas outras tecnologias de infraestrutura nativas em cloud que estiveram na vanguarda da inovação nos últimos anos.

E isso levanta a seguinte questão: O que virá a seguir? Quais novas tecnologias moldarão as stacks da computação nos próximos anos?

Tentar prever o futuro é sempre arriscado e em tempos de pandemia, mais arriscado ainda. Entretanto, ouso compartilhar algumas reflexões sobre o que pode ser a grande novidade em tecnologia de infraestrutura.

Apenas para adiantar, muitas das tecnologias discutidas abaixo, por mais que elas evoluam, não substituirão as atuais, como containers, por exemplo. E isso faz muito sentido, pois apesar do mito da disrupção, muitas inovações são apenas melhorias incrementais de algo que já existe e não avanços radicais que surgem “do nada”.

O conceito por trás do unikernel é simples: fornecer apenas o software necessário para alimentar a aplicação e nada mais. Porém, a menos que você seja um cientista da computação, provavelmente nunca ouviu falar, pois ainda está em fase experimental.

Unikernels colocam tudo que é necessário para rodar uma aplicação (incluindo as bibliotecas do S.O) em um pequeno pacote, excluindo todo o resto. Em outras palavras, um unikernel contém apenas os bits de código muito, mas muito específicos e necessários para rodar uma determinada aplicação. Isso os torna ainda mais leves que os containers Docker.

Teoricamente os unikernels também são ultra portáteis, isto porque eles incluem tudo o que precisam para se inicializarem. Isso significa que eles devem poder inicializar em qualquer tipo de hardware, ainda que, na prática, a maioria dos unikernels criados até agora trabalhem apenas em ambientes virtualizados específicos, o que deve mudar conforme a tecnologia evolui.

Projetos como MirageOS estão trabalhando para fazer dos Unikernels uma solução prática para utilização em workloads. Portanto, Unikernels são, definitivamente, uma tecnologia que merece ser acompanhada de perto.

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Abreviação para (dependendo de quem pergunta) “Artificial Intelligence Operations” ou “AI Operations” é uma buzzworld que estamos ouvindo cada vez mais ultimamente. O AIOps é um conceito genuinamente inovador e que também recomenda-se observar de perto.

A premissa por trás do AIOps é que, usando aprendizado de máquina e inteligência artificial, podemos construir ferramentas que automatizam totalmente grande parte do trabalho que é tradicionalmente feito pelas equipes de Operações de TI. Logo, ao invés de depender de especialistas (humanos) para descobrir por que um determinado serviço apresentou lentidão, por exemplo, ou para identificar a causa raiz de uma falha complexa em um sistema, as ferramentas de AIOps podem usar dados para interpretar o problema e fazer um alerta preditivo ou ainda, corrigi-lo automaticamente.

No futuro é provável que o conceito de AIOps seja estendido de forma muito mais ampla, inclusive no campo de Segurança da Informação.

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Inicialmente, os containers Docker exigiam muito esforço para serem gerenciados e em seguida, ferramentas de orquestração como o Kubernetes, amadureceram e simplificaram este gerenciamento.

Acredito que uma das tendências predominantes que veremos, será o surgimento de uma nova geração destes tipos de ferramentas que simplificarão ainda mais o gerenciamento de containers. Já vimos isso acontecer com a introdução de serviços como o AWS Fargate, que elimina grande parte da carga relacionada ao gerenciamento da infraestrutura de containers, e o KNative, que facilita a integração do Kubernetes em pipelines de CI/CD totalmente automatizados.

Portanto, é provável que mais novas ferramentas apareçam nessa linha de soluções para facilitar o gerenciamento e a implantação de containers (e futuramente, também dos Unikernels), abstraindo a complexidade de gerenciamento de servidores ou clusters.

Funções Serverless são ótimas para executar código de maneira altamente escalável, econômica e ainda simplificam o gerenciamento da infraestrutura. No entanto, a maioria das soluções serverless que apareceram até agora estão sujeitas a duas importantes limitações: elas estão vinculadas a Cloud Vendors específicos e suportam apenas determinadas linguagens de programação.

Há espaço para melhorias nessa frente e acho que veremos isso acontecer na forma de frameworks para desenvolvimento de funções Serverless, que seriam agnósticos à infraestrutura, o que significa que elas podem ser executadas “multi-cloud” ou até mesmo on-premisse. Seguindo nesta linha, também seria factível afirmar a possibilidade de suportar qualquer tipo de linguagem de programação.

Aliás, as coisas estão mesmo indo nessa direção. O número de linguagens suportadas pelos principais vendors de funções serverless disponíveis atualmente tem aumentado constantemente e projetos open-source como o Fn, por exemplo, já estão construindo funções agnósticas à infraestrutura, embora ainda não tenham atingido o patamar de alternativas como o AWS Lambda, Azure Functions ou Google Cloud Functions.

Containers, microsserviços e outros tipos de tecnologias nativas em cloud que são amplamente usadas hoje em dia nos permitiram criar ambientes e stacks de software mais escaláveis, flexíveis e eficientes do que aquelas que prevaleciam há apenas uma década. No entanto, podemos fazer ainda melhor.

À medida que a próxima geração de tecnologias surgirem, suspeito que veremos unikernels, que prometem ainda mais portabilidade e eficiência do que os containers; AIOps, que elevará a automação de processos de TI para um outro nível; melhores soluções de orquestração de containers, que nos permitirá melhorar a automação de pipelines CI/CD e frameworks Serverless flexíveis, que surgirão como tecnologia de ponta, tanto para ambientes on-premisse quanto para uma cloud moderna.

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