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Por Adrián Ruiz San Valero, Diretor de Banking, everis Argentina

O uso de blockchain no setor financeiro: o cliente no centro da experiência

O grande desafio da transformação digital que as empresas enfrentam hoje exige novas soluções para que elas se mantenham à frente e continuem oferecendo uma experiência capaz de ser atraente para seus clientes. Uma das tecnologias mais revolucionárias e comentadas nos últimos tempos tem sido o blockchain.

O que ela promete? Entregar informações descentralizadas, seguras, transparentes e ágeis. É importante, no entanto, que as empresas tenham definido, em primeiro lugar, que o foco são os clientes e quais são as experiências que eles querem ter antes de adotar essa tecnologia. Muitas vezes, encontramos clientes cujo objetivo é começar a utilizar blockchain apenas para estar à frente. Mas essa não é a questão. É importante saber qual o caso de negócio, seu valor diferencial, e a solução a ser oferecida aos clientes. Blockchain não deixa de ser uma ferramenta que ajuda a atingir a um objetivo, porém essa não pode sua única finalidade. Essa é uma de nossas principais contribuições quando nos deparamos com situações parecidas. Contribuímos com uma visão completa, mais estratégica do caso de negócios e não colocamos a tecnologia à frente das necessidades dos clientes.

No caso do setor financeiro, vemos hoje diferentes tendências — como uso de biometria, novas formas de pagamento e multicanais de acesso a produtos e informações — emergindo dentro do portfólio de opções, trazendo consigo o blockchain como um complemento para solucionar problemas específicos.

Como já dissemos, entretanto, o importante não é simplesmente a tecnologia que está por trás e que torna possível a existência de um produto ou serviço, mas sim a experiência que nos diferenciará da concorrência. Na hora de fidelizar clientes, é possível oferecer os melhores preços, mas o que realmente fará a diferença será a experiência e a agregação real de valor pela qual as pessoas estarão dispostas a pagar mais. Isso é o que importa hoje.

Vamos pensar em qualquer tipo de crédito. Os clientes buscam hoje obtê-lo da forma mais rápida e segur, não querem que o banco repasse a eles suas complicações operacionais. Por trás de sua demanda devem existir sistemas invisíveis — para os clientes — que unifiquem as soluções necessárias para entregar esse serviço da melhor forma possível.

Temos como referência a Alastria, a rede espanhola de empresas e instituições que busca implementar um consórcio padronizado para promover o uso de blockchain. Na everis, acreditamos que devemos impulsionar um consenso similar dentro do setor financeiro, mas, ao mesmo tempo, com uma visão multissetorial para tirar maior proveito da rede — embora estamos cientes que seja uma mudança de modelo, montar essa rede de bancos e conseguir o acordo de diferentes partes poderá levar anos. É realmente animador que no final de 2018 tenha sido anunciado, com o patrocínio da Alastria e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o lançamento da LAC-Chain: uma nova aliança para impulsionar o desenvolvimento de um ecossistema de blockchain na América Latina e no Caribe que seja inclusivo, eficiente e seguro para todos. E é também, sem sombra de dúvidas, uma grande honra para a everis fazer parte tanto da Alastria quanto da LAC-Chain desde seu princípio.

É complexo, mas já podemos observar casos reais de bancos, como o Santander, que realiza transferências internacionais na plataforma de blockchain do Ripple, ficando à frente do mercado. Tem também o caso do BBVA, que há algum tempo realizou transferências internacionais entre uma conta na Espanha e outra no México e há pouco concedeu um empréstimo utilizando blockchain. O HSBC, por sua vez, já usou essa tecnologia para uma operação de comércio internacional.

Apesar de estarmos cientes do potencial de ter uma rede descentralizada e transparente, também sabemos que falta maturidade para que isso se torne padrão para todo o setor e para entender como isso pode ajudar a melhorar os processos dentro das organizações.

Além disso, é necessário aprender a diferenciar claramente quais são os casos em que é útil e os casos em que não é justificável, para não gerar perdas de capital na hora de montar uma nova plataforma com grandes investimentos em hardware, em software e na capacitação das equipes atuais (ou na criação de novas equipes).

Na everis continuamos trabalhando com nossos clientes interessados em se aproximar dessa tecnologia, inovando a experiência do usuário e gerando equipes multidisciplinares com as áreas de negócios, jurídica, de tecnologia e projeto. Todos trabalhando em conjunto com o objetivo de oferecer uma nova experiência digital de qualidade.

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