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Elssy Jara Quezada | IT Talent Acquisition Specialist | everis Perú

Quais são as habilidades profissionais mais valorizadas em tempos de crise?

É preciso lembrar que há muitos anos as entrevistas baseadas em competências ganharam maior relevância no processo de seleção. Portanto, as competências (soft skills) já eram importantes antes da situação de crise que estamos enfrentando atualmente, como profissionais, temos que estar conscientes das competências que são mais valorizadas pelas organizações e focar no seu desenvolvimento e aprimoramento.

É importante ressaltar que, para identificar nossas competências, é extremamente necessário trabalhar o “autoconhecimento”, pois desta forma conseguiremos reconhecer mais facilmente nossos pontos fortes (características positivas pessoais e profissionais) e pontos fracos (aspectos que gostaríamos de melhorar ou continuar desenvolvendo).

No entanto, se em vista da nova realidade algumas empresas tiveram que reinventar seus negócios, cabe a nós, como profissionais, reinventarmo-nos e isto não depende de uma questão gerencial ou da área de trabalho em que atuamos. Por isso, vamos focar em cinco competências principais, embora muitas outras possam ser mencionadas, estas, pela minha experiência, são as que devemos nos concentrar:

Muitas vezes pensamos que ambos os termos são iguais, entretanto, quando falamos em “adaptação” nos referimos à capacidade de modificar nosso comportamento pessoal, adaptando-nos rapidamente a contextos, situações ou indivíduos diferentes. Por outro lado, ser “flexível” está associado a ser cognitivo, e implica em compreender e valorizar diferentes pontos de vista, adaptando nossa própria abordagem conforme demanda a situação. As empresas de hoje procuram profissionais com ambas capacidades, pois estes profissionais conseguem se integrar mais rapidamente na cultura da empresa; eles podem facilmente adotar uma nova forma de trabalho, uma vez que nosso próprio espaço para trabalhar está em constante evolução e, além disso, serem mais receptivos, obtendo um bom desempenho em qualquer situação crítica.

Esta capacidade se refere à “empatia” que é a capacidade de nos colocarmos no lugar dos outros, de entender e compreender os sentimentos e emoções que a outra pessoa possa estar vivenciando frente a uma determinada situação. E… Por que isto é importante? Porque as empresas precisam de colaboradores que compreendam a situação pela qual um colega esteja passando, seja por causa de um problema familiar (doença ou perda), ou simplesmente porque não possui condições adequadas para trabalhar em casa. Ao ter empatia e estar em sintonia com os outros, podemos ajudar as empresas e demonstrar um compromisso verdadeiro com nossa equipe, ajudar e colaborar com nossos colegas e/ou fornecer uma solução rápida para um apoio, tanto físico quanto psicológico.

Vamos começar a compreender a “resiliência” como a capacidade que as pessoas têm de superar e lidar com uma situação ou evento crítico, transformando a situação em algo positivo. Por que é importante ser um resiliente digital? Porque com o trabalho remoto as empresas estão procurando profissionais que possam se concentrar em suas próprias ações e na realização de seus objetivos, ainda que enfrentem momentos complicados ou contratempos que impeçam de atingir seus objetivos. Lembre-se que profissionais com resiliência desenvolvida tendem a ter autoconfiança e maior compreensão de suas próprias capacidades, são mais tolerantes à frustração e muitas vezes são mais eficazes quando expostos a situações críticas.

Oaprendizado envolve a assimilação de novas informações, sua aplicação efetiva permite que possamos ver as coisas de uma outra maneira e, assim, interpretar nossa realidade. Diante desta nova sociedade em transformação, os profissionais, por exemplo, que lidam com ferramentas digitais serão capazes de realizar seu trabalho de forma mais produtiva com o trabalho remoto. Também terão uma lacuna de aprendizagem mais curta ao assumir uma nova posição, e geralmente são pessoas focadas na melhoria contínua e na constante atualização, de modo que, entre outras particularidades, tornam-se mais atraentes para as empresas.

Ser “pró-ativo” nos permite propor melhorias sem a necessidade de ter um problema específico, e antecipar situações antes que elas ocorram, tendo um plano de contingência para tais ocorrências. Hoje, a nova situação de trabalho exige que nós não apenas permaneçamos em nossa zona de conforto e realizemos as mesmas atividades que já conhecemos (nossas funções), mas também, por exemplo, que ousemos aperfeiçoar o que já conhecemos e fazemos; estar aberto às outras atividades, ou apoiar outras áreas de trabalho (embora não necessariamente esteja entre as nossas funções) e propor novas formas de trabalho remoto em equipe, sem que nosso supervisor precise solicitar.

Finalmente, refletindo, provavelmente muitos de nós já colocamos em prática o desenvolvimento destas competências, talvez mais focados no nível pessoal. Mas também é hora de focar no âmbito profissional para gerar valor agregado, seja para a empresa em que estamos, ou para encontrar o emprego que estamos procurando. O constante desenvolvimento destas competências nos permite ter mais condições de empregabilidade durante estes tempos de crise.

“Agora que estamos cientes deles, é nossa vez de desenvolvê-los e aprimorá-los ao máximo.”

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