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Peter Kroll | CEO | everis México

Transformação Digital, além do disruptivo

O que queremos dizer com transformação digital? Embora todos os dias ouvimos ou lemos sobre como empresas e indústrias no mundo estão migrando para a esfera digital, muitas vezes, o foco dessas mudanças está apenas no uso de novas tecnologias das atividades cotidianas do negócio. Abordagem essa que poderia ser considerada simplista, pois uma verdadeira digitalização também deve considerar o fator humano como um elemento vital, pois cumpre a importante tarefa de direcionar essas inovações para os objetivos do negócio e a otimização da organização.

Em outras palavras, a transformação digital não só considera a adaptação de dispositivos ou sistemas informatizados à operação diária, mas também visa recompor o funcionamento de uma organização, seus processos e colaboradores, para se adaptar às necessidades do presente e do futuro. Assim, em 2019, a adoção dessa tendência tornou-se uma obrigação e não somente uma necessidade ou preferência.

Por outro lado, alguns dos recursos que a transformação digital utiliza são Big Data e análise de dados, Cloud Computing, cibersegurança, robótica, Internet das Coisas (IoT), Realidade Aumentada e a ótima integração de processos. No entanto, para que as organizações possam prosperar na Indústria 4.0, esses recursos devem ser acompanhados de um objetivo específico que esteja voltado para os interesses de cada organização que, mais uma vez, a tecnologia por si só não é a solução.

Um dos primeiros resultados da realização deste processo de mudança nos negócios é a vantagem de aumentar a visibilidade da organização no ambiente digital, isso vai motivar o reconhecimento de produtos e/ou serviços que são oferecidos aos usuários digitais, o que se traduz em uma oportunidade de crescimento bastante conveniente para qualquer empresa.

E a América Latina?

Como acontece com frequência globalmente, nem todos os participantes foram capazes de adaptar-se plenamente ao ecossistema digital. É o caso das principais economias da região, que estão em baixa posição de adoção e inovação em relação a países como Estados Unidos, China, Coreia ou Índia, segundo o último relatório sobre Desenvolvimento Digital das Nações Unidas.

Neste sentido, o Observatório do Ecossistema Digital da América Latina e do Caribe (CAF) identificou que o atraso de países como Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Uruguai, ocorre devido à falta de infraestrutura que suporte ferramentas digitais, além do fato de não possuírem os sistemas de conectividade necessários para aumentar a taxa de digitalização.

Portanto, é imprescindível que as políticas públicas do governo de qualquer país, promovam a adoção de serviços digitais, levando em conta a importância do investimento como fonte de financiamento para implementar as estratégias mais convenientes para conduzir uma verdadeira transformação digital.

Da mesma forma, é urgente que as grandes empresas de nosso continente, muitas delas líderes absolutas em seus respectivos setores, tenham tempo para analisar o modo como estão utilizando novas tecnologias em seus negócios e se realmente sabem como aproveitar ao máximo seus investimentos tecnológicos. Seria igualmente útil que o setor público ou acadêmico criasse planos para incentivar empresas e empresários a promover essas transformações.

A transformação digital busca encontrar os melhores processos de atuação por meio dos recursos digitais e humanos. Apenas as empresas que entendem essa dualidade e realmente fazem uma transformação internamente, bem como em cada processo ou departamento, e não apenas compram novas tecnologias para continuar “inovando”, serão capazes de liderar suas indústrias e serem relevantes para os consumidores.

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Exponential intelligence for exponential companies

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