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Peter Kroll | CEO everis México

Transição de negócios entre o disruptivo e O “disruptivo”

Dentro da esfera corporativa moderna, muitas empresas querem ser disruptivas, enquanto outras já aparentam ser, sem realmente ser. Quando uma empresa é disruptiva, significa que está em busca de modelos de negócio nunca antes vistos, que possam reagir à transformação, de maneira favorável; ou seja, de uma forma completamente nova que quebre paradigmas, dentro e fora da organização. Não se trata apenas de migrar a oferta para o ambiente digital, trata-se de uma transformação 360º.

Sem dúvida, quando falamos de disrupção, dada a complexidade do termo, é necessário ter consciência do que isso implica. Por exemplo, quando uma grande empresa procura mudar o seu modelo de negócio, caracterizado pela disrupção, essa mudança não é tão simples; a complexidade da transição, especialmente ao transmiti-la para outros colaboradores, pode ser considerado como um importante desafio de partida.

Mudar o modelo requer pessoas que desejam e tenham uma notável capacidade de adaptação, bem como uma vontade de conhecer processos e mecanismos tecnológicos fora dos seus protocolos habituais. No final do dia, a tecnologia ainda existe e você vai encontrar pessoas que sabem como implementá-la. No entanto, convencer as equipes de trabalho de que isso é algo bom para elas, por mais desconfortáveis que se sintam no momento, é a parte mais complicada; uma curva onde muitas organizações falham. Não importa o quão grande e inovadora seja a ideia, eles vão enfrentar barreiras internas nas empresas, bem como pessoas que se questionam: “Se sempre fizemos desta forma e isso funcionou para nós, porquê mudar a receita?”. É compreensível, uma empresa não pode mudar seu modelo de negócio constantemente, por isso é comum que grandes empresas lancem iniciativas em um ambiente controlado como teste piloto, para avaliar cada risco potencial, relacionado ao lançamento do produto ou serviço ao mercado.

Visão, liderança e um novo modelo de negócio são os fundamentos básicos para adotar a disrupção, porém, inovação e criatividade têm exercido uma pressão considerável em tempos como este, caracterizados por enfrentar uma batalha constante para identificar uma disrupção genuína. Diante dessa ameaça atual, um número considerável de organizações está apostando em percorrer o caminho do disruptivo da melhor forma possível, razão pela qual elas criam áreas ou departamentos inteiros responsáveis pela pesquisa e desenvolvimento de novas ideias (P&D). Nesse sentido, parte do processo contempla a busca de critérios que permitam à equipe avaliar a viabilidade de cada iniciativa e determinar sua possibilidade de sucesso, uma vez introduzida no mercado, com o objetivo de chegar a uma resolução sobre quais projetos são viáveis para investimento.

Um grande exemplo de organizações que foram capazes de questionar a resolução das suas incógnitas são as plataformas de mobilidade, que criaram uma nova percepção do que significa o transporte pessoal, redefinindo e eliminando paradigmas de como as empresas podem trazer um benefício à sociedade, através de nichos nunca explorados ou seja, gerou valor agregado.

Por outro lado, conhecemos empresas que presumem apostar na disrupção, por meio de suas práticas, o que, infelizmente, não é assim que funciona. Na indústria automotiva, a eletromobilidade abriu o caminho para uma era mais limpa e sustentável, mas será que os líderes do setor são realmente disruptivos? Há uma controvérsia em torno desta proposta, a que foi capaz de tornar o carro elétrico uma opção extremamente atraente em termos de velocidade e estética. No entanto, alguns outros modelos e sistemas, como o motor híbrido, já tinham resolvido o problema que procurava atingir esse tipo de carro, o cuidado com o meio ambiente. É importante mencionar que as organizações com este perfil fazem parte da inovação, embora tenham redefinido uma ideia existente, a natureza do produto mantém a essência original.

Finalmente, é extremamente importante considerar que a viabilidade de modelos disruptivos estará sujeita, em grande parte, a um impulso ou, na sua ausência, a uma degradação de fatores externos a eles. Conseguir uma disrupção autêntica não é um processo simples; envolve abordar questões e elementos que nunca foram abordados e que visam encontrar um lugar na vida cotidiana. É nosso dever ajustar os planos de negócio para esta visão, ao mesmo tempo que transmitimos o nosso conhecimento sobre o que “sim” e “não” esperar do processo, somente desta forma seremos capazes de conduzir nossas comunidades para uma verdadeira transformação, uma nova onda de mudanças disruptivas.

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Exponential intelligence for exponential companies

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