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Suraj Shinde | Diretor de laboratório de inovação e Digital | everis México

Vamos falar de Inteligência Artificial. Até onde podemos chegar?

A tecnologia disruptiva rompeu a linearidade do tempo como uma luz de inovação e criatividade que, graças a diversos fatores como o incentivo à pesquisa científica, a hiperconectividade global e o aperfeiçoamento de recursos como a Inteligência Artificial (IA), conseguiu realizar inúmeras invenções que impactaram gradualmente os mercados, por meio de uma oferta de produtos e serviços que fornecem solução a uma problemática em particular, ou melhor, uma possibilidade de resolução conjunta para as indústrias.

No caso da Inteligência Artificial, existe todo um universo de ideias e conceitos em torno do mito dessa área de conhecimento. A noção que melhor restringe as possibilidades dessa tecnologia, no entanto, tende a considerá-la um processo de aprendizagem por meio de códigos previamente programados e, ao mesmo tempo, projetados para flexibilizar sua capacidade de retenção para tarefas específicas. É possível, por exemplo, detectar emoções e inconsistências discursivas quando aplicamos a IA, seja por meio da análise de uma imagem ou um áudio, bem como pela combinação dos dois em um material audiovisual.

Neste texto, vamos tratar do potencial que a IA tem atualmente, considerando seu âmbito, possibilidades, usos e aplicações, bem como fazer um repasse das pautas que marcarão o futuro da Inteligência Artificial como a tecnologia que determinará nosso estilo de vida nos próximos anos.

O que é Inteligência Artificial?

A IA surgiu no início dos anos 1950, quando pesquisadores norte-americanos do Dartmouth College começaram a trabalhar em um projeto destinado a replicar a percepção humana, com o objetivo de simular sua capacidade cognitiva.

Atualmente, a Inteligência Artificial tem uma base de programação que, por meio de uma linguagem específica, adquire a capacidade de realizar ações direcionadas (sintáticas) que levam a complementar uma reação adjacente, um corpo semântico de tarefas individuais que contribuem para a execução de um processo que, por sua vez, determinará a funcionalidade de um software cuja inovação integre a experiência digital da Inteligência Artificial e seus respectivos campos de estudo.

Âmbito, usos e limites da Inteligência Artificial

Conforme vimos brevemente no item anterior, o âmbito da Inteligência Artificial, por meio de seus diferentes usos na indústria, determina a técnica que deve ser implementada para um processo específico, assim como a limitação que deve ser estabelecida, considerando o objetivo principal que se pretende atingir. Se o que se deseja é, por exemplo, determinar uma emoção humana, será necessário focar na aprendizagem e na interpretação de códigos, em características que nos permitam entender um estado emocional, ou seja, se queremos que a IA possa reconhecer se uma pessoa está dormindo ou acordada, devemos delimitar os pontos de referência faciais que nos ajudem a chegar a tal conclusão.

Nesse sentido, talvez devemos mapear as intersecções dos olhos que determinem um estado de “sonolência”. Cabe ressaltar que, atualmente, tais precisões respondem a estruturas previamente programadas com uma linguagem predeterminada, como Python, por exemplo. Outra possibilidade surge com as bibliotecas de software multiplataforma como dlib, que poderiam ajudar a detectar essas expressões faciais.

Uma vez estabelecida nossa margem de análise, os componentes que serão analisados são submetidos a um processo de decodificação (executado por meio de tarefas matemáticas como a convolução de sistemas e dados), que produzem diferentes resultados, os quais representam o estado do sujeito analisado, ou seja, a capacidade de identificar se um indivíduo está “acordado” ou “sonolento”.

O contexto técnico e prático abordado no item anterior é realmente fascinante, já que, para chegar a tais conclusões, é necessário elaborar um modelo que nos permita interagir com os dados e materiais propostos. A Inteligência Artificial ainda não é completamente independente na hora de buscar soluções por consciência própria. Essa acepção poderia confirmar que ainda existem limitadores para essa tecnologia, inclusive se consideramos novas técnicas de processamento como o Deep Learning, cuja finalidade é fazer uma análise, por meio de um processo de aprendizagem automática que utiliza redes neurais (conceito simulado em redes de computadores) para classificar certos códigos e padrões. Algumas aplicações dessa técnica na indústria poderiam ser o reconhecimento de pessoas, tradução, processamento de linguagem oral e escrita, ou a identificação de objetos de acordo com suas características físicas, como o reconhecimento de veículos roubados, mesmo sendo adulterados.

Os modelos de análise aos quais a Inteligência Artificial se limita são um cânon matemático que procura integrar uma resposta lógica em um contexto de aprendizagem e decodificação estruturada.

E quais são os limites da Inteligência Artificial?

Atualmente, graças ao constante desenvolvimento tecnológico, seria incorreto afirmar que existe um limite definido no campo da Inteligência Artificial. Embora ainda existam áreas de oportunidade que podem se aprofundar na pesquisa especializada para otimizar o desempenho da IA na indústria, o desenvolvimento dessa tecnologia nos sistemas computacionais atingiu uma posição de grande relevância para os mercados, os quais dependem de suas capacidades para operar de forma habitual.

De acordo com essa ideia, muitas atividades diárias realizadas por meio de dispositivos digitais são possíveis graças à Inteligência Artificial. Por isso, tentar enquadrar um ambiente tão complexo poderia ser, inclusive, pouco prudente, já que os esforços de importantes pesquisadores e cientistas da computação não deixam de reunir resultados interessantes, assim como uma onda de novas aplicações em vários setores.

Por último, não devemos esquecer que a origem da Inteligência Artificial remonta à intenção que se tinha de replicar as atividades intelectuais de um ser humano, ou seja, tentar replicar perfeitamente o cérebro humano, fazendo uso de circuitos, PCBs e outros recursos eletrônicos. Deveríamos, portanto, nos perguntar se em algum momento poderemos permitir que a Inteligência Artificial avance por si mesma em um rumo nativo, independentemente do alcance humano. Os primeiros passos alertaram que não é uma possibilidade tão absurda, basta observar algo simples como a publicidade dirigida em um mecanismo de busca ou nas redes sociais, isso é uma pequena amostra do imenso alcance dessa tecnologia.

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Exponential intelligence for exponential companies

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